domingo, 27 de maio de 2012

domingo, 20 de maio de 2012


Aquele que está disponível para amar está disponível para viver.
Não feches o teu coração a sete chaves, pois corres o risco de as perder.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Passar os teus portões


A tua porta ao longe
Parece inalcançável.
Frio gradeamento
Que impede o meu querer,
Imune ao meu desejo.

Os degraus que a ti levam
São de evolução.
Subí-los é iniciático
E aprendiz quem os sobe.

O sol que aí incide
São mãos a acariciar
A tua pele.

Sento-me nessa velha cadeira,
Delicadamente.
O ranger corta o silêncio,
Espero que abras a porta.
Agora que aqui cheguei, espero.

sábado, 12 de maio de 2012

Há pessoas que cruzam a nossa vida simplesmente para nos fazer ascender a um patamar superior, depois seguem o seu caminho.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Aroma do saber


Muitos anos envolto entre prateleiras repletas de livros, inebriado pelos aromas do papel e da cola que une esses pedaços de vida. Depois, a distância, a ausência desses espaços no quotidiano. De quando em vez entro numa livraria e é como se sentisse o chamamento de cada um, de cada capítulo, parágrafo, palavra.

E entrar assim num ambiente, na companhia de uma amiga, conhecedora exímia das letras, e poder partilhar, e como duas crianças em loja de brinquedos andar de um lado para o outro em euforia.
« - Conheces este? E este já leste?! Ó pá...!
- Que cheirinho»

Pequenos prazeres compartilhados enriquecem o momento.

Há as belas, e as que nos tornam belos.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Voa

Nessas asas de vento te elevas.
Flui pelo espaço que te acaricia.
O toque da brisa crispa-te a pele,
Um frio no estômago dá sinal
Da altitude, da possível queda,
O medo controla e limita.
Mas não, deixa-te subir,
O prazer é imenso,
Não penses no solo,
Todo o teu ser flui, é aqui o teu lugar.
Lá em baixo tempo suficiente foi vivido.
Sê leve,
Sê verdadeiro,
E não receies a queda,
Só assim chagarás alto.

Escrito ao som de Fly, de Ludovico Einaudi.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Catalisar brilho em olhos apagados.

Abri as portas para ti, deixando-te à vontade para entrar.
Apenas aragem percorreu o espaço,
Arrefecendo o ambiente.
Deixei disponível o meu lar,
A minha morada, o meu retiro.

Ao olhar pelas portadas,
Vejo os montes ao longe,
Tanta possibilidade para lá deles,
Tanta vida a ser vivida,
Sorrisos a despertar.
Catalisar brilho em olhos apagados.

Continua a entrar somente fresco ar.
Espero mais um pouco,
Não vens.

Parto para lá,
Em busca do que aqui não há.
Em busca de talvez me encontrar,
Em mim!