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A mostrar mensagens de Maio, 2012
Não há melhor estímulo para a criatividade do que a dificuldade.
Aquele que está disponível para amar está disponível para viver.
Não feches o teu coração a sete chaves, pois corres o risco de as perder.

Passar os teus portões

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A tua porta ao longe
Parece inalcançável.
Frio gradeamento
Que impede o meu querer,
Imune ao meu desejo.

Os degraus que a ti levam
São de evolução.
Subí-los é iniciático
E aprendiz quem os sobe.

O sol que aí incide
São mãos a acariciar
A tua pele.

Sento-me nessa velha cadeira,
Delicadamente.
O ranger corta o silêncio,
Espero que abras a porta.
Agora que aqui cheguei, espero.

A importância dos sonhos na escrita

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Descoberto no blogtailors.



Há pessoas que cruzam a nossa vida simplesmente para nos fazer ascender a um patamar superior, depois seguem o seu caminho.

Aroma do saber

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Muitos anos envolto entre prateleiras repletas de livros, inebriado pelos aromas do papel e da cola que une esses pedaços de vida. Depois, a distância, a ausência desses espaços no quotidiano. De quando em vez entro numa livraria e é como se sentisse o chamamento de cada um, de cada capítulo, parágrafo, palavra.

E entrar assim num ambiente, na companhia de uma amiga, conhecedora exímia das letras, e poder partilhar, e como duas crianças em loja de brinquedos andar de um lado para o outro em euforia. « - Conheces este? E este já leste?! Ó pá...!
- Que cheirinho»

Pequenos prazeres compartilhados enriquecem o momento.
Há as belas, e as que nos tornam belos.

Voa

Nessas asas de vento te elevas.
Flui pelo espaço que te acaricia.
O toque da brisa crispa-te a pele,
Um frio no estômago dá sinal
Da altitude, da possível queda,
O medo controla e limita.
Mas não, deixa-te subir,
O prazer é imenso,
Não penses no solo,
Todo o teu ser flui, é aqui o teu lugar.
Lá em baixo tempo suficiente foi vivido.
Sê leve,
Sê verdadeiro,
E não receies a queda,
Só assim chagarás alto.

Escrito ao som de Fly, de Ludovico Einaudi.
O sol aquece-me a pele, a lua aquece-me a alma.

Catalisar brilho em olhos apagados.

Abri as portas para ti, deixando-te à vontade para entrar. Apenas aragem percorreu o espaço, Arrefecendo o ambiente. Deixei disponível o meu lar, A minha morada, o meu retiro.
Ao olhar pelas portadas, Vejo os montes ao longe, Tanta possibilidade para lá deles, Tanta vida a ser vivida, Sorrisos a despertar. Catalisar brilho em olhos apagados.
Continua a entrar somente fresco ar. Espero mais um pouco, Não vens.
Parto para lá, Em busca do que aqui não há. Em busca de talvez me encontrar, Em mim!