terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Corro para sentir a brisa no rosto

Escrito, e para ser lido, ao som de Days of Fire (instrumental) dos Nitin Sawhney.

Já alguma vez tiveste saudade de quando em criança corrias sem destino, com o simples intuito de sentires a brisa fresca no rosto. Eu muitas vezes fecho os olhos e coloco-me de novo por detrás daqueles olhos  sonhadores e há minha frente está somente uma ladeira verdejante e acima de mim um céu azul. Dou o primeiro passo hesitante e depois deixo-me ir descendo com grandes passadas amparado maternalmente pelos braços da Natureza, figurados na brisa que me envolve e acaricia. Uma lágrima solta corre-me pela face, estou no meu meio, estou em casa. A passada torna-se tão larga, impossível de acompanhar. Rolo pelo campo e paro de braços abertos, rio às gargalhadas.

O mais surpreendente é que essa criança está sempre comigo, e manifesta-se cada vez que corro.