sábado, 28 de maio de 2016

Artes

Ao escritor que de olhos fechados ouve atentamente uma música é lhe insuflada a inspiração para um texto melhor.
Ao músico, a inspiração que sobre a pauta compôs abraçou-o depois de uma pintura vislumbrar.
Pintura essa que nasceu de uma escultura que em tempos o pintor admirou.
E ao escultor foi a peça de teatro que o elevou e lhe permitiu a criação.
Há quem diga que essa peça de teatro brotou do dramaturgo quando este contemplava um monumento que tocava o céu.
Ao céu essa obra chegou depois da sétima arte dar suporte ao traço ao arquiteto.
Ao cineasta foi o texto do primeiro que serviu de base para a adaptação cinematográfica.
Assim, escritor, músico, pintor, escultor, dramaturgo, arquiteto e cineasta numa corrente de parceria criam o mundo, elevam a história e possibilitam o futuro.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Há mundo em ti

Há mundo em ti que desconheces. Há vida infindável a sair por cada poro da tua pele, há energia suficiente para impulsionar a vida rumo a um futuro inimaginável. As correntes que te agrilhoam são muitas vezes fruto único da tua mente, não estão lá, nunca estiveram, mas tu julgas que sim. Consegues sentir o ferro frio que te prende os ossos. O peso da responsabilidade, da vida condicionada por tantas pressões, do teu querer sempre relegado para segundo plano, até que as forças da juventude se vão esvaído e na tristeza do teu lamento te julgas impotente para mais um passo que seja. E é então, que o sorriso de uma criança, ou uma simples brisa acompanhada por um raio de sol te banha a face e te eleva muito acima do teu triste existir e vislumbras que há muito mais. Nesse instante depende de ti estilhaçar o ferro e explodir em realização ou permanecer na comiseração do coitado que sempre foste e que sempre serás.