quarta-feira, 29 de junho de 2011

Shaktí* (XII)

Quanta sensibilidade colocas num simples passo,
Quanta leveza expressas no teu sereno rosto,
E os teus braços que com movimentos doces
Inebriam a plateia.

Quanta candura na tua forma de expressão,
O mel das tuas palavras alimenta-nos.
O teu leve corpo como que flutua.
Numa palavra, graciosidade.

Os teus olhos completam-te
E o teu sorriso é mais misterioso
E intrigante do que o por Da Vinci revelado.

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* Shaktí - Energia, força. Esposa ou companheira no sádhana tântrico. Mãe divina.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Nós somos mais do que nós próprios. Somos a soma da ancestralidade conjugada num corpo físico, por vezes, demasiado pequeno para exprimir a grandiosidade da nossa essência.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Lua


Véus que à tua frente passam,
Corpo branco desvendado na noite.
Encanto puro, petrificante beleza,
Ao singelo olhar do ser emocional,
Que perante tal assombro de candura
Se alimenta e cresce em sensibilidade.

Fotografia: stock.xchng

domingo, 12 de junho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quanto mundo guardas para ti?

Quanto da tua beleza nos mostras?
Quanto mundo guardas para ti?
A quem abres as portas da tua sensibilidade pura?
Que privilégio dás àquele que vê o teu âmago,
E engrandece somente pelo vislumbre da beleza primeira,
Do revelar da candura do teu ser,
Que os restantes mortais podem vislumbrar,
apenas,
no reflexo do teu olhar.

Escrito e inspirado ao som de Childhood, de Alexandre Desplat, da Banda Sonora Original do Filme a Árvore da Vida.
A felicidade passa também pela relação entre a energia que absorves, seja de que forma ou fonte for, e a maneira como a despendes.
Energia em excesso e mal canalizada traz infelicidade, assim como a falta dela.

sábado, 4 de junho de 2011

Dar

Essa energia que emanas pelos poros da tua pele, essa candura, sensibilidade, e o sorriso corporal que te faz ser o mais puro dos seres, quando expressas o amor incondicional, quando dás sem sequer cogitares em receber. Dar por amor, profundo, desinteressado, belo.
E uma sensação de leveza que te eleva, fazendo-te sentir parte integrante do todo que te envolve.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

E se...

E se te deixasses ser quem realmente és?
O que farias?
Continuarias o teu caminho como até agora?
Ou correrias em direcção à linha do horizonte para abraçar o Sol?
Quantas vezes fiquei acordado a ver a beleza do teu dormir.