sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Afunilamento de um futuro imprevisível

Depara-se à minha frente uma estrada a perder de vista. Afunilamento de um futuro imprevisível.
Olho para trás e a via estende-se também longamente, contudo num cenário familiar.
A adrenalina estimulada pelo desconhecido, um sentimento dicotómico de medo e prazer em simultâneo.
De um lado, pessoas amigas, com um sorriso pronto e uma mão sempre disposta a apoiar. Do outro, o negativismo de tantos, a lamentação, a descrença que nos influência e que diariamente nos obriga a ser mais fortes, a lutar por aquilo em que acreditamos.
Nesta caminhada de altos e baixos vejo a via desobstruída, haja vontade de seguir caminho, hajam forças para contornar eventuais obstáculos, que nos fazem desviar do rumo, mas que se revelam, quase sempre, lições de vida.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Ser maior

O segredo da felicidade é que ela dependa somente de nós. 
É não deixar as amarras da ausência e da indiferença limitar-nos a essência.
É ser maior do que o vazio que nos espera quando julgaríamos encontrar um sorriso.
A felicidade é olhar o céu azul e uma flor brotar em pleno coração, sentir a Primavera sempre no íntimo.
É olhar em volta e inspirar profundo a brisa marítima, falar a mesma língua das cores, dos contrastes, do sol e da chuva, ouvindo e vendo particularidades que para a maioria não estão lá.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Olhar profundo

Lembro-me do teu olhar junto do meu, como se dois oceanos se contemplassem.
A profundidade das suas águas, a amplitude do teu ser.
Quantos mistérios submersos partilhamos, quantos ficaram por partilhar.
Fazem-me falta essas águas, onde o banho purificador me aproximava de mim.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Sol nascente

Nasce o Sol atrás daquele morro e o brilho dos seus raios, filtrados pelo orvalho da manhã, chegam a mim puros de energia. Os tons alaranjados cobrem-me o rosto num doce arrepio, absorvendo a essência do universo. Permaneço imóvel sentindo a luminosidade que toca o meu corpo, e com uma inspiração profunda, cutânea, renovo-me de animo ao mesmo tempo que elevo os braços para abraçar o momento.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011