terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Entardecer


Quem nunca sentiu um prazeroso fim de tarde? Em qualquer local onde se encontre, desde que em contacto com a mãe natureza. No campo, na montanha, à beira de um lago, ou à beira-mar como eu agora. O sol na sua caminhada sensual em direcção ao horizonte. As água que se agitam ansiosas por receber o seu calor, a sua energia criadora, luz de vida.
A brisa que me acaricia o rosto transportando-me para o âmago deste cenário...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

Criança interior

Hoje acordei com as crianças, com os seus risos e expressões de contentamento a caminho da escola. Enquanto despertava imaginava o cenário para lá do lusco-fusco do meu quarto, onde meninos de corpo e alma davam asas à sua naturalidade, brincando na cinzenta calçada.
As suas indumentárias de cores vivas reflectiam perfeitamente o seu espírito. Elas são assim, tão diferentes da maioria dos adultos, cinzentos como a calçada por onde as crianças passam coloridas.
Existe uma fase na vida onde a criança que existe em todo o homem deixa de se manifestar, seja por que razão for. Tornando-os em seres sisudos, estressados, carrancudos e impacientes. Envergonhando-se facilmente quando essa criança reprimida se revela.
O amor dos grandes homens está essencialmente na criança que existe dentro deles e que nunca foi ofuscada, nem aprisionada, tendo permissão para se manifestar alegre e profundamente em paralelo com o homem adulto.