Criança interior

Hoje acordei com as crianças, com os seus risos e expressões de contentamento a caminho da escola. Enquanto despertava imaginava o cenário para lá do lusco-fusco do meu quarto, onde meninos de corpo e alma davam asas à sua naturalidade, brincando na cinzenta calçada.
As suas indumentárias de cores vivas reflectiam perfeitamente o seu espírito. Elas são assim, tão diferentes da maioria dos adultos, cinzentos como a calçada por onde as crianças passam coloridas.
Existe uma fase na vida onde a criança que existe em todo o homem deixa de se manifestar, seja por que razão for. Tornando-os em seres sisudos, estressados, carrancudos e impacientes. Envergonhando-se facilmente quando essa criança reprimida se revela.
O amor dos grandes homens está essencialmente na criança que existe dentro deles e que nunca foi ofuscada, nem aprisionada, tendo permissão para se manifestar alegre e profundamente em paralelo com o homem adulto.

Comentários

A.C. disse…
Reflexão pertinente.

Quantas vezes desejamos que a criança dentro de nós se soltasse das amarras e se sobrepusesse às máscaras falsas da idade adulta? E não é nessa infante representação que guardamos dentro de nós, no mais recôndito canto da nossa essência, que se depositam os valores mais estimáveis e o verdadeiro EU que somos?

Se deixarmos morrer essa criança interior perdemos o fio condutor da identidade e somos reduzidos a um alter-ego vazio de nós mesmos. Sem o sorriso efusivo dessas crianças que brincam na rua.
FMSG disse…
O amor dos grandes homens está essencialmente na criança que existe dentro deles e que nunca foi ofuscada, nem aprisionada, tendo permissão para se manifestar alegre e profundamente em paralelo com o homem adulto.

Talvez do melhor que já li nos últimos meses e sabes que estou a ser totalmente sincero! Obrigado! :)

Abraços!
FMSG disse…
Espero que não te importes, mas copiei o teu texto para o meu blog, para que outros o apreciem... ;)

Se te importares, pago-te em Sugus! :P

Abraços!
Marco Santos disse…
Se me importo fmsg? É uma honra.

(eu até gosto de Sugus)

Muito Obrigado.
Anónimo disse…
Não será de todos os homens, só daqueles como tu, invulgares

1 beijo
Márcia
Adélia Loureiro disse…
Manter essa criança viva é não deixar que as convenções nos pesem, que os costumes não nos ceguem, e que as vontades dos outros não nos castrem. Só os verdadeiramente fortes e sábios não deixam a aquarela cinzenta pincelar-lhes a alma.

Amo as tuas ideias!

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