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A mostrar mensagens de Abril, 2012

Perder-me

Viagem de sensações pelo teu corpo
Sem mapa, à descoberta,
Perdendo-me por prazer.
Voltando-me a encontrar nos teus olhos
E nesse espelho ver os meus refletidos.
Se o nó que sentes no peito é uma semente, deixa-a brotar.
As pétalas serão mais leves e o seu perfume mostrar-te-á o caminho.

Navegar em ti

Navegar naquelas águas esverdeadas até ao fim dos dias.
Aconchegado pela natureza presente em cada movimento. Brisa que alto nos eleva, Ciclone que nos desmembra num piscar d'olhos.
Dualidade num ser, beleza expressa no todo. No bem e no mal, Na delicadeza e na agressividade. Do rir descontroladamente ao chorar compulsivo.
Tanta magia ao alcance de uma palavra, De um sorriso.
Tanto olhar na ânsia de brilhar. À espera da deixa.

Um banho de amigos

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Fim-de-semana no sul, na capital, rever amigos, conhecer novos, fluir pela urbe que deu novos mundos ao mundo. Rir, aprender, passear, degustar, abraçar, beijar, brincar, e deixar que o brilho dos olhos livremente se expandisse por cada um daqueles que faz parte da minha vida, nem que seja por breves instantes. Uma imersão na cultura do Método DeROSE, lançamento de livro, cerimónias, cursos, troca de experiências, de conhecimento, de amizade profunda, na senda do desenvolvimento humano.
Tanta emoção, tanta gente linda, tanta vontade de viver e construir com pessoas assim, despidas de barreiras e de braços abertos para compartilhar, e juntos, de mãos dadas, crescer rumo a destino incerto, mas sempre a subir.









Fotografias: Fania Santos, João Matias, Marco Santos, Diogo Tigre, Carla Ferraz, Raquel Santos e fotografo oficial da sessão solene.

Esta cidade do Porto

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Esta cidade do Porto na qual vivo e que sempre me cativou tem algo que nunca conseguirei exprimir por palavras. Uma magia envolvente que a caracteriza, que lhe dá luminosidade, mesmo na noite mais escura, ou quando envolta em denso nevoeiro.
O Douro que a percorre, que a embeleza, que lhe serve de espelho para se mirar, envaidecendo-a dos seus encantos, ao longo dos tempos elogiados. Os barcos rabelos que acariciaram as águas frias ao longo dos séculos tem neles incrustada parte da história desta urbe enlevada.
A presença das gerações passadas permanece e a essa sabedoria se acrescenta o toque do moderno, das novas gentes, que pelas mesmas ruas circulam, comunicando noutras linguagens, mas pertencendo à mesma essência, envolvendo-se com a mesma substância característica deste local.
Fotografias de José Paulo Andrade - http://www.pbase.com/jandrade

Shaktí* (XIV)

Que dizer daqueles olhos singulares,
Quanta cor, quanta profundidade.
Uma dicotomia para além do cromático.

O poder do seu toque,
O desarmar pela palavra sussurrada,
O arrepio provocado pelo suspiro.

Negros cabelos que ondulam,
Tais braços no ar num concerto da vida.
Júbilo cultural, ânsia do saber.

O calor humano que dela advém
Assemelha-se a uma tempestade austral,
Que irradia e desbrava as terras do norte.

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* Shaktí - Energia, força. Esposa ou companheira no sádhana tântrico. Mãe divina.

Flash arrebatador

Há dias em que ficas com o coração nas mãos, o passado passa-te à frente dos olhos. E nesse momento de flash teres a capacidade de ver o que de bom viveste, analisar num ínfimo segundo a tua vida e sorrires por cada conquista, por cada construção, e mais importante ainda, por cada brilho no olhar que fizeste desabrochar. Lacrimejante, não de nostalgia, como alguns poderiam pensar, mas de gratidão profunda por aquilo que foi vivido e por aquilo que me será proporcionado viver.
E ao feri-lo não foi sangue que dele brotou e sim poesia.

Quero ser brisa

Quero ser brisa, ínfima molécula, envolver-me com o mar e rebentar na areia para poder voltar a fluir com a maresia e levar o aroma da vida à terra.