quinta-feira, 24 de novembro de 2011

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Música


Tanta música boa e tão pouco tempo para escutar tudo, escutar com ouvidos de ouvir. Saboreando cada nota, de olhos fechados, sentado no cadeirão de frente para o gira-discos, com um sorriso no rosto, fluindo na sonoridade intrínseca.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011


A vida é feita de altos e baixos. Feliz daquele que aprende com a descida, para depois subir mais alto.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Lágrimas

Para todos aqueles que choram e que as lágrimas já se tornaram num mar, ouçam!
Ouçam a vida à volta que borbulha, as corres que por ti chamam.
Enxuga essas lágrimas e vem comigo, vamos soltar o sorriso que há em ti.
Não chores mais, a não ser de alegria, por teres encontrado o teu caminho na simplicidade.



M83 | My Tears Are Becoming a Sea

sábado, 5 de novembro de 2011

Manhã de Sol

O prazer de num dia de Outono, após alguns dias de chuva intensa, dias cinzentos que não deixam de ter o seu encanto, chegar a uma Sábado, de manhã, com um céu azul, pincelado com algumas distantes nuvens brancas.

Nessa luminosidade da manhã de Sábado, sair e fazer um passeio, um passeio descomprometido, não programado. Simplesmente sair, vestir um casaco, curtir essa aragem amena, mas agradável, ao mesmo tempo que o Sol banha o rosto.

Um passeio em direção à praia, usufruir desse mar imenso, que aqui ao meu lado está diariamente e que tão poucas vezes visito.

Prazer imenso. Nada mais importa a não ser este momento, que apesar de poder ser curto é longo em sensações, em agradabilidade, em vontade de viver, ao aperceber-me que esta luminosidade brilhante do Sol reflete todo o seu esplendor nestas águas do oceano. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Se


Se és capaz de manter tua calma, quando,
todo mundo ao redor já a perdeu e te culpa.
De crer em ti quando estão todos duvidando,
e para esses no entanto achar uma desculpa.

Se és capaz de esperar sem te desesperares,
ou, enganado, não mentir ao mentiroso,
Ou, sendo odiado, sempre ao ódio te esquivares,
e não parecer bom demais, nem pretensioso.

Se és capaz de pensar – sem que a isso só te atires,
de sonhar – sem fazer dos sonhos teus senhores.
Se, encontrando a Desgraça e o Triunfo, conseguires,
tratar da mesma forma a esses dois impostores.

Se és capaz de sofrer a dor de ver mudadas,
em armadilhas as verdades que disseste
E as coisas, por que deste a vida estraçalhadas,
e refazê-las com o bem pouco que te reste.

Se és capaz de arriscar numa única parada,
tudo quanto ganhaste em toda a tua vida.
E perder e, ao perder, sem nunca dizer nada,
resignado, tornar ao ponto de partida.

De forçar coração, nervos, músculos, tudo,
a dar seja o que for que neles ainda existe.
E a persistir assim quando, exausto, contudo,
resta a vontade em ti, que ainda te ordena: Persiste!

Se és capaz de, entre a plebe, não te corromperes,
e, entre Reis, não perder a naturalidade.
E de amigos, quer bons, quer maus, te defenderes,
se a todos podes ser de alguma utilidade.

Se és capaz de dar, segundo por segundo,
ao minuto fatal todo valor e brilho.
Tua é a Terra com tudo o que existe no mundo,
e – o que ainda é muito mais – és um Homem, meu filho!

Rudyard Kipling
Tradução de Guilherme de Almeida

Colhido no Blog do DeRose