quarta-feira, 29 de setembro de 2010

A escrita e a tecnologia.

A tecnologia veio facilitar muitos aspectos da vida do escritor, ou daquele que, não sendo escritor, gosta de escrever.

Contudo, o prazer de sentir o rolar da esferográfica no papel áspero ainda é insubstituível. Essa tecnologia que hoje é rudimentar, mas que no seu tempo também revolucionou.

Como será no futuro? Certamente, numa primeira fase, e esse futuro já chegou, é nem usar qualquer recurso que exija teclar para se escrever, basta ditar e o computador regista as ondas vocais e reproduz o texto na folha. Mas podemos chamar a isso escrita?

Talvez, num futuro mais distante nem seja necessário vocalizar e baste o pensamento para que o software capte as ondas e as reproduza.

Independentemente das vantagens de um futuro assim, haverá sempre aqueles que permanecerão a fazer deslizar a esferográfica no papel, tal como eu agora, que reproduzo com esta tinta negra alguns caracteres que juntos formam uma palavra, uma frase, um texto. Apreciando linha a linha a ser preenchida e regozijando-me com as letras que quebram essa mesma linha em direcção à inferior.

Como vivemos na era da informação estes singelos símbolos passarão também para o formato digital, de forma a serem partilhados na rede global.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Paris

A cidade de Paris é simplemente fabulosa, o que não é noviadade para ninguém, mesmo para os que nunca a visitaram, mas que já viram muitas imagens e filmes sobre ela.
Mas passear nas suas ruas e para qualquer lado que se olhe ver monumentos sumptuosos é verdadeiramente encantador.
Para mim, discípulo das Letras e de História, é um paraíso.
Não cair no impeto de querer ver tudo num curto espaço de tempo, mas absorder o mais pequeno detalhe com ponderação. Circular pela ruas, a pé ou de vélib', e vivenciar cada pormenor da beleza desta urbe.












quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Outono

Vai-se o sol encurtando e a luminosidade do ar torna-se mais límpida. A brisa fresca e as cores acentuam-se. Voltam os casacos e as camisolas e arrumam-se as bermudas e sandálias.
O amante da leitura tem ainda mais prazer no seu relacionamento com o livro, folheando as páginas no aconchego, enquanto lá fora o calor deixa de ser uma presença.
Passear pela natureza é uma aventura para os sentidos, as árvores brindam-nos com os seus tons amarelados a vermelho vivo. A folhagem que rodopia nos jardins e caminhos, o pôr do sol como não se encontra no resto do ano.
Aproxima-se o Outono, uma estação cheia de cor, uma época do ano pouco apreciada pela maioria, mas que a alguns faz sorrir de orelha a orelha.