A magnificência da natureza


O ser humano é muito de se aborrecer com o clima. É comum escutarmos reclamações relativamente ao frio e ao calor, à chuva e ao tempo seco, e assim por diante.

Nada como aceitar a natureza como ela é e fluirmos agradavelmente pela dádiva que é estarmos vivos e podermos usufruir de cada momento, independentemente do clima. O estado meteorológico mais importante ainda é o de cada um, o interno, esse sim, muitas vezes desregulado.

Contudo, períodos há em que devido ao longo tempo de uma determinada condição climatérica nos dá prazer a mudança de estado. Como agora neste dia de sol após as intempéries dos últimos meses.

Cada momento tem os seus quês, e durante uma chuva intensa quem não gosta do crepitar da lenha na lareira, enquanto uma manta cobre os pés e uma chávena de quente café nos acompanha na leitura de um bom livro?

Mas este sol que agora desponta, que entra por esta janela e aquece este aposento húmido dá um prazer especial. O resguardar da chuva e do frio que nos obriga a estar mais por casa dá agora lugar à vontade alegre de passear pela rua ensolarada, apreciando os passados a bebericar nos charcos e as plantas verdejantes colherem o sol no seu regaço, secando os seus ramos.

A Primavera, ainda distante, vai assim enviando bilhetes postais em forma de luminosidade intensa, como que dizendo que vem a caminho e que tem saudades nossas, ansiosa pelos longas caminhadas a céu aberto.



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Caminhar ao sol de mãos dadas contigo é tão bom!

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