quinta-feira, 30 de março de 2006

O ladrão do amor (fragmento)


Mesmo agora
se a visse de novo
a essa rapariga de olhos de lótus
e de seios opulentos
esmagá-la-ia entre os meus braços
e beberia da sua boca como um louco
como uma abelha insaciável
sugando uma flor...

Bilhana, Índia, séc. XI d.C.


Se todo o ladrão roubasse amor...

E está aí a Primavera, época de assaltos.

2 comentários:

A.C. disse...

Está subjacente a este post um excelente sentido de oportunidade. Atrevo-me a acrescentar que, além da referência poética pertinente, a sugestão para os roubos de primavera é deliciosa. Pena é que não haja mais desses "ladrões"...e dos roubos que praticam.

Um grande abraço

my, myself and I disse...

Andavas um bocado calãozito, mas a Primavera lá te espevitou!!
Que todos possamos ser assim assaltados... E que o tempo não nos prive dos arroubos primaveris!

Um grande beijo desta tua amiga