O tempo é usado muitas vezes como forma de quebrar o gelo, perante uma situação que nos constrange: "- Está uma bela manhã, não acha?"; "- Têm estado uns bons dias de calor!"; "- Está um tempo esquisito!"; etc. Este tipo de frases servem para quebrar o silêncio entre duas pessoas, ou mais, que mal se conhecem, mas que por um motivo qualquer foram obrigados a estar na presença um do outro durante alguns instantes. Hoje falo-vos do tempo não para quebrar o gelo, ou por estar constrangido com a vossa presença, mas porque este Verão prolongado me tem sabido bem. Sou daquelas pessoas que gosta de dias de sol, apesar de apreciar cada estação com as particularidades que as caracterizam. Dias de praia em Outubro não é todos os anos (não que eu seja muito de praia) O Verão de São Martinho até corre o risco de passar despercebido. E a fogueira onde a caruma em brasa assa as castanhas servirá somente para esse fim, pois a ausência de frio não nos leva a aquecer o cor...
Hoje, ou melhor, ontem (pois já é Domingo) decidi deslocar-me até ao meu refugio no interior do país, e para tal usei os transportes públicos, em vez de me deslocar no meu bólide. Tive que apanhar três autocarros e a viagem de hora e meia ficou por quatro horas. Mas não me arrependi. Levantei-me cedo e pelo caminho, numa bela manhã de Sábado, fui apreciando as calmas ruas e as paisagens circundantes. Com o intuito de partilhar com vocês peguei no telemóvel e tirei estas fotos. Não reparem na qualidade, pois a máquina fotográfica do mesmo é bastante rudimentar. Vale a intenção. Já tinha saudades de viajar assim, com mochila às costa e apreciar o percurso. Tenho de o fazer mais vezes, é sem dúvida uma viagem mais demorada, mas ganha-se em contemplação. Há que viver mais devagar. (no autocarro urbano) (a pé a caminho da Estação de Camionagem) (no expresso à saída do Porto)
Em passeio de tarde de Sábado dirigi-me à Rua do Rosário, no Porto. Deambulando apreciei as galerias de arte, os ateliers, os edifícios, as pessoas que como eu por ali circulavam, até que parei diante do Quintal . Um espaço que já anteriormente me havia chamado a atenção, mas que aquando da minha primeira visita, num domingo, se encontrava encerrado. Trata-se de uma mercearia e cafetaria biológica, bem agradável e com uma pequena esplanada nas traseiras, onde algumas árvores contribuem com a sua sombra. O menu da cafetaria é uma delícia. O local agradou-me, pelo que me sentei numa mesa do interior e enquanto lia um pouco degustei um sumo de uva biológico e uma tarde vegan de limão. Apraz-me que espaços destes comecem a surgir, sendo uma alternativa ao comum café ou bar a que estamos habituados. Parabéns pela iniciativa! Voltarei para provar mais algumas iguarias, a começar pela tarde de chocolate e pelo chá fresco de menta. Quintal Rua do Rosário 177, Porto Blog: http://blogdoquintal.b...
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